Termos e Condições
Este acordo estabelece as dinâmicas, deveres e direitos entre o Salvador e a sua Francisca.
I. Regras do Relacionamento
- Posso saber o que quero no momento, mas o meu Dono não só sabe disso, como sabe acima de tudo do que preciso.
- Nunca vamos usar o sexo per se como moeda de negócio, que se "dá como recompensa" ou que se "priva como castigo".
- Não chamamos qualquer tipo de nome um ao outro nem a mim própria, como "burra" ou "estúpida". Não queremos as tais etiquetas.
- A mentira é intolerável. A omissão de factos relevantes é considerada mentira — mesmo "mentirinhas" pequeninas e "inocentes".
- Em público, somos ambos enormes. Nunca nos desautorizamos ou criticamos à frente de terceiros — para os dois lados. As discordâncias resolvem-se estritamente em privado.
- Não aceito bebidas de estranhos, não dou demasiada conversa a homens que não conheço quando estou sozinha, e reporto imediatamente qualquer abordagem indesejada. O meu Dono lida com a minha segurança, mas eu não a ponho em causa.
- Não existe "estamos a passar por uma má fase". Nós temos, quanto muito, momentos pontuais. Se os ânimos exaltarem, fazemos uma pausa e voltamos a falar pouco depois.
- Em situações sociais desconfortáveis ou de ansiedade, devo focar os olhos exclusivamente no meu Dono. Ele fará a gestão do ambiente e só preciso de confiar na condução dele.
- Se o meu Dono diz que é hora de dormir porque estou exausta e/ou a ficar rabugenta, vou para a cama. Sem negociações, sem 'só mais 5 minutos a falarmos'.
- É proibido usar o silent treatment ou levantar os escudos e não contar nada. A comunicação deve ser mantida em todos os casos.
- Nós somos cada vez mais a prioridade um do outro, acima de trabalho, amigos ou família.
II. Deveres meus
- Nunca vou dizer ao meu namorado que ele não me ama, nem que não o amo, nem nunca me vou abster de dizer o oposto quando é suposto.
- Nunca vou fisicamente afastar o meu namorado de mim, ou afastar-me eu dele.
- Nunca vou perguntar, nem insinuar que o meu namorado me trai de qualquer forma. Não posso criar cenários na minha cabeça.
- Durante o sexo, devo apenas tratar o meu namorado por "Senhor" ou "Dono", ou variações dos mesmos. Apenas quando o momento ou assunto for sério / inoportuno, posso tratá-lo pelo nome.
- Quando uma ordem é dada num tom sério, a resposta imediata deve ser a obediência, seguida de "Sim, Senhor". As dúvidas ou justificações podem ser apresentadas após o cumprimento da ordem, nunca durante.
- Durante o sexo tenho de avisar mal me comece a doer. O mesmo aplica-se para caso não esteja a sentir o momento e precise de parar. Suportar dor indesejada para "agradar" o meu Dono é proibido.
- Não posso omitir factos, sentimentos ou erros ao meu Dono.
- O meu prazer pertence ao meu Dono. Devo, sempre que possível, pedir permissão para me vir, a menos que me seja ordenado que não é mais necessário.
- Tenho o dever de cuidar do meu corpo e da minha mente (comer bem, dormir, hidratar-me), pois sou propriedade do meu Dono e ele quer-me bem cuidada.
- Sempre que desligamos uma chamada, devo terminá-la numa nota positiva, dizendo também que o amo no final. Devo aceitar, também, a hora limite estipulada pelo meu Dono, com margem de um ou dois minutos para beijinhos.
- É meu dever aceitar a disciplina sem ressentimentos, entendendo que isso serve para reequilibrar a dinâmica e limpar a minha desobediência.
III. Direitos meus
- Tenho direito a qualquer tipo de apoio emocional ao meu namorado, seja beijinhos, colo, ser ouvida, abraços, miminhos, ou atenção.
- As minhas emoções são válidas.
- Em todas as noites em que não durmo com o meu namorado, posso contar com um beijinho dele na testa enquanto durmo, independentemente de onde estiver.
- Se alguém me fizer mal, tenho o direito de ver o assunto resolvido pelo meu Dono. Ele trata da situação, ponto final.
- Qualquer grande esforço físico ou objeto que tenha de carregar é responsabilidade do meu namorado.
- Se eu chorar, o mundo para. O meu Dono tem a obrigação de largar o que está a fazer (dentro do razoável) para me acolher, se possível, em posição de baby.
- Sou protegida pelo meu namorado, em qualquer circunstância.
- Após qualquer cena intensa (física ou psicológica), tenho direito a aftercare garantido.
- Tenho direito a errar sem medo de deixar de ser amada. A correção ou castigo serve para me ensinar, nunca para me diminuir como pessoa. O meu Dono ensina-me e ajuda-me a crescer.
- Tenho o direito absoluto de usar a minha safeword a qualquer momento, e isso será respeitado imediatamente sem questionamento excessivo ou culpa posterior. É o único poder absoluto que se sobrepõe a qualquer ordem do meu Dono.
- Tenho o direito de pedir ao meu namorado que me ajude a ser uma pessoa melhor, pedindo conselhos ou orientação sobre a minha vida.
- Eu não sou um fardo.
O Dono
Salvador Coelho
A Loirinha
Francisca Quadros